Menu · Guia de prova · Bolfarine & Bussab, caps. 1–4 (págs. 1–126)
Só os enunciados: toda definição, teorema, corolário e lema, na numeração do livro, com as hipóteses que cada um exige. Sem exemplos, sem demonstrações, sem exercícios.
definição teorema / corolário / lema hipótese que costuma ser esquecida
Para levar impresso: Ctrl+P → “Salvar como PDF” → margens padrão. Sai em duas colunas A4; esta caixa e os links de rodapé não são impressos. Cada caixa traz, em Hipóteses, o que precisa valer para o resultado ser aplicável — é o que separa nota cheia de nota parcial. O guia com exemplos, receitas e armadilhas é o 01-04-guia-de-prova.html.
Constructo — a ideia a investigar (“bem-estar”, “intenção de voto”); não é observável.
Variável — a característica que se mede em cada unidade e que representa o constructo.
Parâmetro — função dos valores da variável em toda a população; é o número-alvo.
Unidade elementar — aquela sobre a qual se quer a informação.
Unidade amostral — aquela que é efetivamente sorteada. Pode conter várias elementares (conglomerado).
Unidade de resposta (informante) — quem fornece a informação.
As três coincidem só quando se sorteia diretamente de uma lista das unidades elementares.
População alvo — a que se deseja descrever.
População referida — a descrita pelo sistema de referência (cadastro, mapa, lista) de que se dispõe.
População amostrada — a que de fato tem chance de ser sorteada.
Alvo ⊇ referida ⊇ amostrada. As diferenças são erros de cobertura. A inferência probabilística vale para a população amostrada.
Estrato — subdivisão da população usada no sorteio: é conhecido e é fixado pelo pesquisador.
Subclasse (domínio) — subdivisão identificada só na análise: o número de unidades dela na amostra é aleatório.
Uma amostra é probabilística quando é obtida por um sorteio em que toda amostra possível tem probabilidade conhecida. Só nesse caso existem viés, variância e intervalo de confiança. (Amostras intencionais, por cotas ou de voluntários não são probabilísticas.)
Censo — observação de todas as unidades. Amostragem — de uma parte; ganha em custo, prazo e qualidade por unidade.
Estimador — a regra (função dos dados da amostra); estimativa — o valor numérico que ela produz para uma amostra dada.
Erro amostral — o desvio , consequência de observar só parte; é medido pela variância e diminui com .
Erro não amostral — cobertura, não resposta, resposta incorreta, processamento; não diminui com e existe também no censo.
é o conjunto dos rótulos; o vetor de valores, constante. Parâmetro: qualquer .
Razões: (razão dos totais) e (média das razões). Se : , .
Qualquer sequência de unidades de , com . O rótulo é o -ésimo componente de . Ordem e repetição contam: .
= número de vezes que a unidade aparece em ;
conta repetições; conta unidades distintas. Sem reposição, .
= conjunto de todas as amostras ordenadas de , de qualquer tamanho; = subclasse das de tamanho .
Função definida em com
= amostras com (o suporte do plano ).
Simétrico — tem a mesma distribuição para todo , e a mesma distribuição conjunta para todo par . Escreve-se então e sem índice.
Tamanho fixo — para toda .
Não são definições numeradas, mas são as hipóteses de (2.8), (2.9), (2.14) e (2.15) — e portanto de quase tudo nos caps. 3 e 4.
são os dados da amostra. Percorrendo , obtém-se o vetor aleatório .
Estatística: qualquer função dos dados da amostra. Não pode depender de parâmetro desconhecido.
Distribuição de probabilidades de sobre :
A distribuição amostral depende do plano. Trocar o plano muda tudo, mesmo com a mesma estatística.
é não viciado segundo o plano se . Caso contrário,
O índice não é decoração: viés e EQM são propriedades do par (estimador, plano).
Hipóteses: nenhuma — são identidades de soma. Valem igualmente na amostra observada.
Hipóteses: plano amostral qualquer.
Hipóteses: (2.8) exige plano simétrico; (2.9) exige simétrico e de tamanho fixo (aí ). Em plano simétrico de tamanho fixo, .
Hipóteses: plano qualquer. São exatas, mas exigem conhecer um a um.
Hipóteses: plano simétrico E de tamanho fixo. Fora disso não vale — e é a hipótese mais cobrada do capítulo. Todos os resultados dos caps. 3 e 4 saem daqui trocando a distribuição de .
Hipóteses: as mesmas de (2.14)–(2.15). São o que torna possível provar que é não viesado (Teoremas 3.4 e 3.9).
Hipóteses: plano qualquer. Reaparecem na amostragem em dois estágios (cap. 8).
AASc — numerar as unidades; sortear uma com probabilidade ; repor; repetir vezes. Logo para toda .
AASs — idêntico, mas o elemento sorteado é retirado da população. Cada unidade aparece no máximo uma vez.
Ambos são simétricos e de tamanho fixo — por isso (2.14)–(2.15) se aplicam.
Hipótese: plano AASc. Então e
A covariância vem de (multinomial).
Hipótese: plano AASc. Com :
Teorema 3.3: (3.8) é não viesado para , com
Corolário 3.1: (3.10) é não viesado para , com . É o estimador expansão: , isto é, a parte não observada também é estimada por .
Hipótese: plano AASc. A estatística
é não viesada para (não para ). Logo, pelo Corolário 3.2,
Hipóteses: AASc e suficientemente grande (TLC; condições no cap. 10).
Hipóteses: AASc, aproximação normal válida, e conhecido (ou substituído por uma estimativa prévia). Exigindo :
Aqui não tem teto: nada impede , porque com reposição a variância nunca zera.
Hipóteses: AASc e , de modo que (3.22). Então é não viciado para , com
IC (3.25): ; versão conservadora com no lugar de (pois ). Tamanho da amostra (3.27): .
com os constantes conhecidas (não podem depender dos dados). é o caso .
é não viciado para se e somente se .
Hipótese: não viés para todo possível — é o que força a condição.
Hipóteses: plano AASc, e a classe dos estimadores lineares não viciados (Def. 3.1 + Lema 3.1). Nessa classe, tem a menor variância, porque
A passagem usa a independência dos , que só vale com reposição. O caso sem reposição é o Teorema 3.10.
Hipótese: plano AASs. Então (Bernoulli) e
Hipótese: plano AASs; é a fração amostral.
Ambos não viesados: , , com . Aqui a variância é em , não em .
Hipótese: plano AASs. O mesmo de (3.11) é agora não viesado para , e
IC para : (hipótese adicional: grande).
Hipóteses: AASs, normalidade aproximada, suposto conhecido; .
O termo garante : o censo é o teto.
Hipóteses: AASs e 0–1. Então (3.30) e (3.31), de modo que
IC (3.32): . Tamanho da amostra:
Sem informação sobre , use (conservador).
Hipóteses: plano AASs, classe dos lineares não viciados (). Nessa classe é o de menor variância, mesmo sem independência — com e :
Razão entre a variância do estimador sob o plano estudado e sob um plano tomado como padrão (em geral a AASc de mesmo ):
Para a AASs: . Só compara estimadores não viesados; se houver viés, compare EQM.
com (4.1): estratos disjuntos e exaustivos, com conhecido e . Então e .
Hipóteses: nenhuma além da partição — (4.3)–(4.4) são identidades, valem para qualquer divisão da população.
Hipótese: independentes. Para :
É o que dá ao Teorema 4.1 o seu alcance: ele não supõe AAS dentro do estrato. A AASc só entra no Corolário 4.2.
Hipóteses: (a), (b) e (c) acima.
Corolário 4.1: é não viesado para , com .
Sem termo de covariância — é a hipótese (b) (independência entre estratos) que o elimina.
Hipóteses: as do Teorema 4.1, mais: dentro de cada estrato a amostra foi sorteada por AASc e .
Variante AASs (Exercício 4.35): trocar por , .
Hipóteses: as do Corolário 4.2 (AASc dentro), mais a alocação (4.8). Então (a média amostral simples) e
Na AEpr a fração amostral é a mesma em todos os estratos: .
Hipóteses: as do Corolário 4.2, com para todo .
Indicada quando se quer estimar cada estrato com a mesma precisão.
Hipóteses: as do Corolário 4.2, e função de custo linear , (4.10). Então é mínimo para fixado — e é mínimo para fixado — quando
A demonstração usa Cauchy–Schwarz (4.11), com igualdade quando é constante.
Hipóteses: as do Teorema 4.3.
(i) para fixado:
(ii) para fixado:
O livro imprime (4.19) com os dois fatores iguais a ; é gralha — um deles leva no numerador, como acima.
Hipóteses: as do Teorema 4.3 com custo por unidade constante, . A alocação ótima reduz-se a
é o desvio padrão médio dentro dos estratos; .
Hipóteses: mesmo , custo constante, AASc dentro dos estratos; , (4.22), de (4.21). Então
Leitura: médias de estrato diferentes ( grande) ⇒ use proporcional ou ótima; desvios também diferentes ( grande) ⇒ use a ótima.
Com alocação arbitrária (pesos amostrais ):
Atenção: (4.26) é sempre, mas (4.27) pode passar de 1 — com alocação mal escolhida a estratificação perde para a AASc.
Hipóteses: as do Teorema 4.1, com e suficientemente grandes.
IC (4.30): .
Hipótese extra para o tamanho: é preciso fixar antes a forma da alocação (), porque a variância depende dos . Com proporcional:
Com Neyman, . Para o total, use no lugar de .
Hipóteses: AE com reposição dentro dos estratos e 0–1, de modo que .
Teorema 4.5: é não viciado para , com
Teorema 4.6: um estimador não viciado de é
Alocação de Neyman para proporções (Teorema 4.3 com e custo constante):
| Resultado | Exige | Quebra se… |
|---|---|---|
| (2.2)–(2.4), (4.3)–(4.4) | nada (identidades) | — |
| (2.6)–(2.7), (2.12)–(2.13), (2.19)–(2.20) | plano qualquer | — |
| (2.8) | plano simétrico | não têm a mesma distribuição (ex.: PPT) |
| (2.9), (2.14), (2.15), (2.16), (2.18) | simétrico e de tamanho fixo | tamanho aleatório, ou plano assimétrico |
| Teor. 3.1–3.6, Cor. 3.1–3.2 | AASc | sem reposição: some o e troca |
| Teor. 3.4 | AASc | na AASs o alvo de passa a ser (Teor. 3.9) |
| (3.14)–(3.17), (3.20)–(3.21) | grande (TLC) | pequeno e população assimétrica |
| Teor. 3.5, (3.30)–(3.34) | 0–1 | variável não dicotômica |
| Lema 3.1, Teor. 3.6, 3.10 | estimador linear com | fora da classe linear existem estimadores melhores (caps. 5–6) |
| Teor. 3.6 | independência dos | na AASs há → Teor. 3.10 |
| Teor. 3.7–3.9, Cor. 3.3–3.5 | AASs | com reposição: sem |
| Teor. 4.1, Cor. 4.1 | (a) estratos com conhecidos; (b) sorteio independente em cada estrato; (c) não viesado | dependência entre estratos reintroduz covariâncias |
| Cor. 4.2, 4.3, Teor. 4.2 | + AASc dentro do estrato | AASs: use |
| Teor. 4.2 | + | fora da proporcional, |
| Teor. 4.3, Cor. 4.4 | + custo linear , conhecidos | sem não dá para alocar: use proporcional |
| Cor. 4.5 (Neyman) | + custo por unidade constante | custos desiguais → (4.12) |
| Teor. 4.4 | mesmo , AASc no estrato, alocação pr. ou ótima | alocação arbitrária: (4.27) pode passar de 1 |
| Teor. 4.5–4.6, (4.33) | AE com reposição, 0–1 | — |