Menu · Bolfarine & Bussab · Capítulo 3 · págs. 61–92
O primeiro plano de verdade. Tudo aqui sai de uma pergunta: quantas vezes cada unidade da população entra na amostra?
Um passo por vez. Cada um termina com uma pergunta — responda antes de abrir.
Os passos 2 a 7 são com reposição; 8 a 10 são sem. São a mesma conta duas vezes: se o primeiro bloco entrou, o segundo é rápido.
Passo 1 de 12
Todo mundo com a mesma chance. A única escolha é devolver ou não a unidade sorteada.
Essa escolha muda a variância pela metade no exemplo do capítulo. Não é detalhe.
AASc. Sorteio 2 vezes entre 3 domicílios, devolvendo. Cada sequência tem chance .
AASs. O mesmo, sem devolver. Sobram 3 pares: {12,30}, {12,18}, {30,18}, com 1/3 cada.
AASc: para toda sequência de tamanho .
AASs: entre as não ordenadas.
Os dois são simétricos e de tamanho fixo — as duas hipóteses de (2.14)–(2.15).
Porque as contas são mais simples e o resultado sem reposição sai do mesmo raciocínio, trocando uma distribuição. E porque, quando é minúsculo diante de , as duas coincidem na prática.
nos dois. O primeiro sorteio é idêntico.
A diferença aparece do segundo em diante — e é toda a diferença do capítulo.
Passo 2 de 12 · a única coisa nova do bloco AASc
Pergunte: quantas vezes o domicílio 2 entrou? São tentativas independentes, cada uma com chance .
Isso é Binomial. E com a distribuição de na mão, (2.14)–(2.15) entregam o resto de graça.
Na AASc, , logo
E as probabilidades de inclusão, que agora exigem “pelo menos uma vez”:
, :
Bate com a contagem do capítulo 2: 5 das 9 amostras contêm a unidade 1. ✓
— número médio de vezes.
— chance de entrar ao menos uma vez.
São diferentes porque pode valer 2.
Porque conta repetições. Com reposição, parte dessas “entradas” é a mesma pessoa voltando — e não conta isso duas vezes.
Sem reposição só pode ser 0 ou 1, então média e probabilidade coincidem.
Passo 3 de 12
Ponha da Binomial dentro de (2.15) e a variância da média sai em duas linhas.
Resultado: . Exatamente o que você já viu em inferência — e agora com significando a variância da lista.
Teorema 3.3
Corolário 3.1
não viesados
pode ser reescrito assim:
A primeira parcela é o que você viu. A segunda é o que você não viu — e a estimativa para ela é a mesma média.
Guarde isto. Os capítulos 5 e 6 fazem só uma coisa: trocam esse da parte não observada por uma previsão melhor, usando uma variável auxiliar.
Igualmente precisas. nas duas: não aparece.
É o resultado que surpreende todo mundo — a precisão depende de quantos você entrevista, não da fração da população. (Sem reposição, o faz a população pequena ficar um pouco melhor — passo 8.)
Passo 4 de 12
A variância da amostra, com divisor , acerta na média.
Isso fecha o circuito: dá para estimar a variância do estimador a partir da própria amostra.
Logo e são não viesados (3.12)–(3.13).
A demonstração é a única trabalhosa do capítulo, e vale ver de onde ela puxa as peças:
É aqui que as duas expressões “técnicas” do capítulo 2 pagam a viagem. Se você se perguntou para que serviam (2.16) e (2.18), a resposta é: para isto.
Não. , e é maior.
Mas no plano sem reposição o mesmo passa a estimar (Teorema 3.9). Mesma fórmula, alvo diferente — depende do plano, como tudo neste livro.
Passo 5 de 12
Estimativa, mais ou menos erros padrão. Nada além disso.
O trabalho todo foi chegar ao erro padrão — o que os passos 3 e 4 fizeram.
Valores sorteados: 12, 18, 12, 18, 18, 30, 12, 12, 18, 30.
Contém . ✓ Repare que ficou abaixo de — é uma amostra só; o não viés é sobre a média de todas.
y <- c(12, 18, 12, 18, 18, 30, 12, 12, 18, 30)
c(mean(y), var(y))
## [1] 18 48
mean(y) + c(-1, 1) * 1.96 * sqrt(var(y) / 10)
## [1] 13.70586 22.29414
Não. é constante: ou está no intervalo (está) ou não está.
A probabilidade é do procedimento, antes de sortear: em 95% das amostras possíveis, o intervalo construído assim contém . Nas outras 5% não — e você não tem como saber em qual caiu.
Passo 6 de 12
Você escolhe o erro máximo e a confiança. A fórmula devolve .
O único ingrediente difícil é , que você ainda não conhece.
Quero erro máximo com , usando como palpite:
96 é maior que . Não é erro de conta: com reposição não existe teto. Você pode sortear 96 vezes numa população de três, e a variância continua positiva.
O livro usa nos tamanhos e 1,96 nos intervalos. Com 1,96 aqui daria . Declare qual usou.
Quatro vezes. , então metade de é um quarto de , e quadruplica.
É a mesma do exemplo eleitoral do capítulo 1: 100 → 400 → 1600 cortou a margem pela metade a cada passo.
Passo 7 de 12
Nenhuma teoria nova. Só uma substituição: .
E uma facilidade: sempre, o que permite planejar sem saber nada.
Se é 0/1, então , e
A média amostral vira a proporção amostral .
Repare no do estimador — vem de (3.23).
(3.25)
(3.27)
usa
Na amostra do Exemplo 3.2, dois dos dez valores passam de 18: .
Dá (−0,06; 0,46), que o livro imprime truncado em (0,00; 0,46). Um intervalo que vai de zero a quase metade não informa nada — e o limite negativo denuncia a causa: com a aproximação normal não vale para proporção pequena.
Porque é máximo em , onde vale .
Usando o máximo, o que sai é suficiente qualquer que seja . Você paga em amostra a mais pela ignorância — mas nunca fica aquém da precisão prometida.
Passo 8 de 12 · o passo que explica o capítulo inteiro
Sem reposição, só pode ser 0 ou 1. Deixa de ser Binomial e vira Bernoulli.
Troque a variância de uma pela da outra em (2.15) e o fator de correção aparece sozinho.
Na AASs, , e
Agora ponha lado a lado. É a única diferença entre os dois planos:
, com a fração amostral.
Nos exemplos deste capítulo vale 2/3 (três domicílios) ou 1/36 (os operários) — em um o fator é decisivo, no outro quase irrelevante.
, então e o erro padrão cai — meio por cento.
Não faz diferença prática. É por isso que pesquisa eleitoral não pergunta o tamanho do eleitorado: com pequeno, só importa.
Passo 9 de 12
As mesmas fórmulas dos passos 3 e 4, com duas trocas: entra , e vira .
O mesmo continua servindo — só muda o que ele estima.
| AASc (passos 3–4) | AASs (aqui) | |
|---|---|---|
| estimador da variância | ||
| 0 (independentes) |
Sem reposição há três pares, cada um aparecendo em duas ordens. Agora quem manda é :
| par | prob. | ||
|---|---|---|---|
| {12, 18} | 15 | 18 | 1/3 |
| {12, 30} | 21 | 162 | 1/3 |
| {30, 18} | 24 | 72 | 1/3 |
Y <- c(12, 30, 18)
p <- combn(3, 2) # os 3 pares
yb <- colMeans(matrix(Y[p], 2)); s2 <- apply(matrix(Y[p], 2), 2, var)
c(mean(yb), mean((yb - 20)^2), mean(s2))
## [1] 20 14 84
Porque se a primeira posição trouxe o valor alto, ele já não está disponível para a segunda. Tirar um valor grande do bolo empurra os outros para baixo.
Essa dependência é justamente o que reduz a variância da média — e é o motivo de o Teorema 3.6 (que supõe independência) precisar de uma versão própria, o Teorema 3.10.
Passo 10 de 12
Aqui o ganha um teto: o censo.
O truque é escrever e inverter.
(3.29)
(3.34)
O termo é o teto. Ele garante sempre — ao contrário do passo 6, onde 96 > 3 era possível. Faz sentido: sem reposição, o máximo que se pode fazer é o censo, e aí o erro é zero.
Faltas não justificadas em 6 meses. Da amostra: , , .
Repare no item 4: o termo é dez por cento do outro termo. Numa população de 36 mil, corrigir ou não por finitude quase não muda .
Você usou a fórmula com reposição. Sem reposição isso é impossível: sempre.
Refaça com . Se ainda der perto de 3 000, a resposta honesta é: faça o censo, porque a precisão pedida exige quase toda a população.
Passo 11 de 12
Entre os estimadores que são médias ponderadas dos valores observados e acertam na média, nenhum bate a média simples.
Vale nos dois planos. E a ressalva — “dentro de uma classe” — é o que abre os capítulos 5 e 6.
Linear: , com os escolhidos antes de ver os dados.
Não viesado ⟺ .
é o caso .
Com reposição ( independentes):
Sem reposição (com covariância):
Nos dois casos a conta é minimizada quando todos os são iguais. Em (3.28) é óbvio: o primeiro termo é uma soma de quadrados, e some quando . Em (3.35) a peça variável é , mínima sob quando todos coincidem.
A otimalidade é dentro da classe linear. Fora dela existem estimadores melhores — quando você tem informação auxiliar.
Exemplo concreto: se você conhece o número total de trabalhadores da população, dá para usar isso e bater . É o estimador razão do capítulo 5, e o regressão do 6.
Depende dos números, mas o critério é só um: . Se ele usa observações com peso cada, a soma dá 1 — então sim, é não viesado.
Mas é pior: pesos desiguais aumentam . Jogar fora metade da amostra dobra a variância — sem ganhar nada.
Passo 12 de 12
Para comparar dois planos, divida as variâncias. Esse número tem nome: efeito do planejamento.
Entre AASs e AASc ele vale — e cai em linha reta.
o plano é melhor que a AASc
tanto faz
o plano é pior — acontece, e o capítulo 4 mostra quando
Uma condição para o EPA fazer sentido: os dois estimadores têm de ser não viesados. Se um for viesado, compare EQM, não variância.
No capítulo 4 ele mede o ganho da estratificação: , e no Exemplo 4.1 vale 0,40.
No capítulo 7 ele mede a perda dos conglomerados — lá o EPA costuma passar de 1, e o que se compra em troca é custo de campo.
.
Nos três domicílios era — e de fato . ✓
Com o ganho é menor, porque a fração amostral caiu de 2/3 para 1/3.
Papel, aba fechada, tudo o que lembrar — não passo por passo. Escrever o texto inteiro de uma vez lembra menos na hora e mais dois dias depois, e sai mais organizado.
Depois confira. O que não apareceu, releia só aquele passo.
Volte ao passo e refaça só a checagem, sem reler. Acertando, o problema era acesso e não entendimento.
Os itens 2 e 8 são o par mais importante: se você souber dizer qual distribuição tem em cada plano, todo o resto se reconstrói.
Depois do fecho · treze exercícios, com a resposta comentada
Escolhi os que exercitam cada ideia uma vez: enumerar e numa população de seis (3.1 e 3.2), o IC e o tamanho de amostra com fator de finitude (3.4), dois estimadores “ajeitados” que batem ou não (3.5 com 3.41, e 3.6), a informação extra do segundo dentista (3.7), amostras reais da Tabela 2.8 com e sem reposição (3.9), a proporção numa população de seis (3.11), total de livros (3.16), os tamanhos de amostra para erro padrão, para finito e para CV (3.17 e 3.18), a sugestão das 12 prateleiras (3.25) e os domicílios com idosos (3.27). Os teóricos 3.30 e 3.33 estão demonstrados no corpo da aula (Teoremas 3.7 e 3.9).
(a) Distribuição de ; mostre que . (b) Mostre que é a do Corolário 3.4. (c) Distribuição de ; mostre que .
População: , , , . As 15 amostras não ordenadas têm 1/15 cada.
| 2 | 3 | 4,5 | 5 | 5,5 | 6 | 6,5 | 7,5 | 9 | 9,5 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| nº de amostras (×1/15) | 1 | 2 | 2 | 2 | 1 | 1 | 2 | 2 | 1 | 1 |
(a) . ✓ (b) , e o Corolário 3.4 dá . ✓ (c) Com , : vale 0 (par {2, 2}), 0,5, 2 (×2), 4,5 (×2), 8 (×2), 12,5 (×2), 18 (×2), 24,5, 40,5 (×2), e . ✓
D <- c(8, 2, 2, 11, 4, 7); S <- combn(6, 2) # 15 amostras, 1/15 cada
ybar <- colMeans(matrix(D[S], 2)); s2 <- apply(matrix(D[S], 2), 2, var)
table(ybar)
## ybar
## 2 3 4.5 5 5.5 6 6.5 7.5 9 9.5
## 1 2 2 2 1 1 2 2 1 1
c(mean(ybar), mean(D), var(ybar) * 14 / 15, (1 - 2/6) * var(D) / 2, mean(s2), var(D))
## [1] 5.666667 5.666667 4.355556 4.355556 13.066667 13.066667
(a) Distribuição de e . (b) direto e por (3.9). (c) Uma AASc de deu e ; IC para com .
(a)–(b) Agora são 36 amostras ordenadas, 1/36 cada, e toma 14 valores (de 2, na amostra (2,2)… melhor: nos pares {2,2}, {2,3}, {3,2}, {3,3}, 4 amostras, até 11, só em (4,4)). A enumeração dá e ; por (3.9), . ✓ Contra os 196/45 = 4,356 da AASs: EPA = , e de fato .
(c) → . IC: , ou (4,04; 6,83). Contém . (Uma amostra de 10 com reposição de 6 elementos tem quase certamente repetições — Exercício 3.43: a chance de não repetir é , pois .)
S <- expand.grid(1:6, 1:6); ybar <- (D[S[, 1]] + D[S[, 2]]) / 2 # 36 amostras
c(mean(ybar), mean((ybar - mean(D))^2), var(D) * 5 / 6 / 2)
## [1] 5.666667 5.444444 5.444444
5.435 + c(-1, 1) * qnorm(0.99) * sqrt(3.6 / 10)
## [1] 4.039191 6.830809
Amostra: 5, 6, 3, 3, 2, 3, 3, 3, 4, 4, 3, 2, 7, 4, 3, 5, 4, 4, 3, 3, 4, 3, 3, 1, 2, 4, 3, 4, 2, 4. (a) Estime e a variância da estimativa. (b) IC de 90%. (c) Tamanho para uma estimativa duas vezes mais precisa. (3.13) Probabilidade aproximada de o total estimado errar por no máximo 100 pessoas; e de a porcentagem de domicílios com mais de dois residentes errar por no máximo 1%.
(a) pessoas, , (desprezível): , erro padrão 0,223. (b) = (3,10; 3,83). (c) “Duas vezes mais precisa” = metade do erro padrão = um quarto da variância. Como (o fator de finitude é ≈ 1), ; com a correção exata, com dá 119,3 → 120.
(3.13a) pessoas, com erro padrão . Errar por no máximo 100 pessoas é : probabilidade . Praticamente nula — 100 pessoas em 51 mil é uma precisão de 0,2%, que 30 domicílios não dão. (3.13b) Mais de dois residentes: 25 dos 30, , erro padrão ; → probabilidade ≈ 0,115. Também baixa. A lição: com a pergunta certa é “qual erro consigo?”, não “qual a chance de errar pouco?”.
d <- c(5,6,3,3,2,3,3,3,4,4,3,2,7,4,3,5,4,4,3,3,4,3,3,1,2,4,3,4,2,4)
N <- 14848; n <- 30; f <- n / N
v <- (1 - f) * var(d) / n
round(c(mean(d), var(d), v, sqrt(v)), 4)
## [1] 3.4667 1.4989 0.0499 0.2233
round(mean(d) + c(-1, 1) * qnorm(0.95) * sqrt(v), 3) # (b)
## [1] 3.099 3.834
1 / ((v / 4) / var(d) + 1 / N) # (c)
## [1] 119.277
2 * pnorm(100 / (N * sqrt(v))) - 1 # 3.13 (a)
## [1] 0.02406173
, , AASs com . Estimador: se a amostra contém a unidade 1 e não a 6; se contém a 6 e não a 1; caso contrário. (a) Distribuições de e ; são não viesados? (b) Variâncias; qual é melhor? (3.41) Verifique .
População: , . A ideia do estimador: a unidade 1 é atipicamente baixa e a 6 atipicamente alta; quando só uma delas entra, a média fica puxada, e o ajuste de ±1 compensa. Nas 15 amostras, vai de 2,5 a 6 e de 3,5 a 5,5:
| valor | 2,5 | 3 | 3,5 | 4 | 4,5 | 5 | 5,5 | 6 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (×1/15) | 1 | 2 | 2 | — | 2 | 3 | 4 | 1 |
| (×1/15) | — | — | 2 | 3 | 5 | 3 | 2 | — |
(a) Os dois têm esperança : ambos não viesados. (O ajuste +1 ocorre em 4 amostras — {1,2}, {1,3}, {1,4}, {1,5} — e o −1 em outras 4 — {2,6}, {3,6}, {4,6}, {5,6}; por simetria as correções se cancelam na esperança, seja qual for .) (b) (= ) e — três vezes menor. é melhor. Isso não contradiz o Teorema 3.10: não é linear nos com pesos constantes — os pesos dependem de quais unidades caíram — e usa informação sobre a população (saber que é pequeno e grande). É a semente dos estimadores que usam variável auxiliar.
(3.41) Com , , : . ✓ A fórmula diz que ganha de sempre que , com o ganho máximo em .
Na população do 3.5, , em que é a média de uma AASs de 2 entre {2, 3, 4, 5}. Encontre .
Só é aleatória: 6 pares de {4, 5, 5, 6}, com médias 4,5, 4,5, 5, 5, 5,5, 5,5 → (ou pela fórmula: de {4,5,5,6} é 2/3, e ). Logo — minúscula, porque observa 4 das 6 unidades e as duas extremas com certeza. Mas atenção: : é viesado, porque dá peso 1/3 a cada “estrato” quando os estratos têm 1, 4 e 1 unidades. O não viesado seria , com variância — é exatamente o do capítulo 4, e o erro de pesos é o estimador do Exercício 4.27.
D1 examina uma AASs de 20 crianças e conta dentes cariados: 0 (8 crianças), 1 (4), 2 (2), 3 (2), 4 (1), 5 (1), 9 (1), 10 (1). D2 examina todas as 200 e só anota se há cárie: 60 não têm nenhuma. Estime o total de dentes cariados (i) só com D1; (ii) com D1 e D2. (a) Qual é mais precisa? (b) Dá para estimar a variância?
(i) dentes por criança, ; , erro padrão .
(ii) D2 revela que crianças têm cárie e 60 não. As 60 contribuem zero com certeza; o total é , em que é a média entre as que têm cárie. Na amostra de D1, 12 crianças têm cárie, com média : . As 12 são (condicionalmente ao seu número) uma AASs das 140 cariadas, então e o erro padrão é .
(a) A (ii) é um pouco mais precisa (119 contra 125) e, mais importante, usa a informação de D2 para corrigir a proporção: a amostra de D1 tinha 60% com cárie, a população tem 70% — daí 490 contra 420. É a lógica da pós-estratificação (e do estimador razão do cap. 5: com crianças cariadas conhecidas). (b) Sim, como acima; em (ii) a variância é condicional a terem caído 12 cariadas na amostra — o que é o procedimento padrão da pós-estratificação, com um termo extra pequeno se se quiser levar em conta a aleatoriedade do 12.
Da população de 180 condomínios ( = apartamentos alugados): (a) selecione AASc de tamanhos 10 e 20 e construa IC de 95% para ; (b) com a de 20, o tamanho para uma estimativa duas vezes mais precisa; (c) estimativa pontual e por intervalo para a proporção de condomínios com mais de 3 [apartamentos alugados], e o tamanho para dobrar a precisão; (d) refaça com AASs.
O que se sabe e o exercício finge não saber: , , , . Sorteei os índices com reposição (semente 2004 em Python; os índices estão no código, então tudo abaixo é reproduzível):
# Y: o vetor de 180 valores do Exercício 2.2 (cap. 2)
i10 <- c(53, 89, 99, 116, 120, 125, 128, 137, 165, 174)
i20 <- c(1, 6, 10, 13, 17, 25, 31, 34, 63, 68, 83, 99, 105, 110, 111, 112,
127, 128, 129, 148)
ic <- function(y, N = Inf) { # N = Inf: com reposição; N = 180: sem
n <- length(y); ep <- sqrt((1 - n / N) * var(y) / n)
round(c(ybar = mean(y), s2 = var(y), ep = ep, mean(y) + c(-1, 1) * 1.96 * ep), 2)
}
ic(Y[i10]); ic(Y[i20]) # (a) AASc
## ybar s2 ep
## 7.30 34.01 1.84 3.69 10.91
## ybar s2 ep
## 20.25 323.99 4.02 12.36 28.14
ic(Y[i10], 180); ic(Y[i20], 180) ## (d) AASs
## ybar s2 ep
## 7.30 34.01 1.79 3.79 10.81
## ybar s2 ep
## 20.25 323.99 3.79 12.81 27.69
p <- mean(Y[i20] > 3); ep <- sqrt(p * (1 - p) / 19); round(c(p, ep, p + c(-1, 1) * 1.96 * ep), 3)
## [1] 0.850 0.082 0.689 1.011
(a) A amostra de 20 dá (12,4; 28,1), que contém . A de 10 dá (3,7; 10,9), que não contém : o sorteio caiu em 10 condomínios pequenos (a tabela está grosso modo ordenada e os índices sorteados ficaram todos acima de 50). Não é erro de conta — é o que “95% de confiança” significa: 5% dos intervalos erram, e com numa população tão assimétrica ( para uma média de 19) a aproximação normal ainda é ruim e a taxa real de erro passa dos 5%. (b) Metade do erro padrão: na AASc; na AASs, com dá exatamente 60. (c) , IC (0,69; 1,01) — truncado em 1; a AASs encolhe o erro padrão para 0,077. Dobrar a precisão: 80 (AASc) ou 58 (AASs). (d) Os erros padrão sem reposição são vezes os com reposição: para e para — pouco, porque é pequeno.
. (a) Distribuição de ; é não viesado para ? (b) Sugira um estimador de e verifique se é não viesado.
(a) . Das 15 amostras de 4, o número de “uns” é hipergeométrico: 2 uns (as duas zeros na amostra) em amostras, 3 uns em , 4 uns em 1. Logo vale 0,5, 0,75, 1 com probabilidades 6/15, 8/15, 1/15, e . ✓ ; pela fórmula, com : . ✓
(b) O da seção 5.5: . Vale (p = 0,5), (0,75) e 0 (p = 1); esperança . Não viesado, como o Corolário 3.5 garante — e note que na amostra com o estimador dá variância zero, um lembrete de que “não viesado” é propriedade da média sobre as amostras, não de cada uma.
AAS de 15 prateleiras: 28, 25, 23, 33, 31, 18, 22, 29, 30, 22, 26, 20, 21, 28, 25. (a) IC para o total . (b) Tamanho para que, com 95%, o erro em seja inferior a 100 livros.
(a) , , . livros, erro padrão , IC de 95% (3 030; 3 574). (b) Por (3.29) com e no lugar de : → 64 prateleiras, quase metade da seção. Sem a correção de finitude seriam — quase o censo; é o caso em que o bom senso do capítulo 1 (“se pede mais da metade, faça o censo”) começa a valer.
b <- c(28, 25, 23, 33, 31, 18, 22, 29, 30, 22, 26, 20, 21, 28, 25); N <- 130; n <- 15
Tt <- N * mean(b); ep <- N * sqrt((1 - n / N) * var(b) / n)
round(c(Tt, ep, Tt + c(-1, 1) * 1.96 * ep))
## [1] 3302 139 3030 3574
D <- (100 / 1.96)^2; N / (D / (N * var(b)) + 1)
## [1] 63.73153
(3.17) Renda média de Pepira ≈ 10 SM, desvio padrão ≈ 5 SM. (a) Tamanho para erro padrão de igual a 0,5; suposições? (b) E se ? ? (c) Tamanho para . (3.18) Duas doenças, incidências ≈ 50% e ≈ 1%. Tamanho para erro padrão de 0,5% em cada caso; e para CV de 5%. Que lição fica?
(3.17a) → . Suposições: AASc (ou população grande), e que o palpite “5 SM” é . (b) Com finito o erro padrão é , e : 99,5 → 100 para 20 000 (nada muda) e 90,9 → 91 para 1 000 (a finitude economiza 9%). (c) → : é o mesmo problema, . Só que agora a resposta depende do palpite para também.
(3.18) Erro padrão fixo de 0,005: = 10 000 para e 396 para — a doença rara pede uma amostra 25 vezes menor. CV fixo de 5%: , = 400 para 50% e 39 600 para 1% — inverteu, por um fator de 100. A lição: erro absoluto favorece proporções pequenas (a variância é pequena); erro relativo as pune (o erro tem de ser pequeno em relação a algo já pequeno). Antes de fixar , decida qual dos dois o usuário da pesquisa realmente quer — para uma doença rara, quase sempre é o relativo.
Valores das 36 prateleiras (R$): 29, 38, 42, 44, 45, 47, 51, 53, 53, 54, 56, 56, 58, 58, 59, 60, 60, 60, 60, 61, 61, 61, 62, 64, 65, 67, 67, 68, 69, 71, 72, 74, 74, 77, 82, 85. Erro inferior a R$ 200 no total, com 95%, é aceitável. Alguém sugeriu AAS de 12 prateleiras. Concorda?
Aqui a população inteira é dada, então é conhecida: , , (). Com em AASs, o erro máximo de 95% para o total é . Pela fórmula (3.29), o mínimo é → 12. Concordo, por um triz — e com duas ressalvas. Primeira: a conta usa a verdadeira, que só se conhece porque o armazém inteiro já foi levantado; num armazém novo, um piloto que estimasse um pouco maior já pediria 13 ou 14. Segunda: o objetivo é o total da empresa, com vários armazéns; se as prateleiras variam mais entre armazéns do que dentro, o certo é estratificar por armazém (capítulo 4), e a AAS de 12 num só não responde a pergunta.
AAS de 60 dos 621 domicílios: 11 têm pelo menos um morador com mais de 65 anos. (a) Estime e o erro padrão. (b) Tamanho para erro de no máximo 8 pontos percentuais.
(a) ; ; . Em domicílios: , com erro padrão 30. (b) , ; por (3.34) com : → 79 domicílios; o conservador () daria 121. Como já se tem , faltam 19 — e o erro atual, , já não está longe dos 0,08 pedidos.
N <- 621; n <- 60; p <- 11 / 60; f <- n / N
ep <- sqrt((1 - f) * p * (1 - p) / (n - 1)); round(c(p, ep, N * p, N * ep), 3)
## [1] 0.183 0.048 113.850 29.733
D <- (0.08 / 1.96)^2; c(N / ((N - 1) * D / (p * (1 - p)) + 1), N / (4 * (N - 1) * D + 1))
## [1] 78.61958 121.01461
Sobre esta versão. Mesmo conteúdo do capítulo 3 de Bolfarine & Bussab (págs. 61–92), reorganizado em doze passos curtos, cada um com o caso numérico antes do símbolo e uma pergunta de recuperação no fim. Todos os valores foram recalculados. Duas observações sobre o impresso: o livro usa nos tamanhos de amostra e 1,96 nos intervalos (Ex. 3.2 dá 96 com 2 e 93 com 1,96; Ex. 3.6 dá 3 466 e 3 341), e o limite inferior do IC do Exemplo 3.3 é −0,06, impresso truncado em 0,00.