Menu · Bolfarine & Bussab · Capítulo 4 · págs. 93–126
Dividir a população em grupos e sortear dentro de cada um. O ganho tem nome, tem fórmula, e dá para calcular antes de ir a campo.
Um passo por vez, e responda a pergunta antes de abrir a resposta.
Os passos 1 a 5 montam o estimador. Os 6 a 10 são sobre como repartir a amostra, que é onde o capítulo realmente vive.
Passo 1 de 12
Se você já sabe que a população tem grupos bem diferentes entre si, sortear às cegas desperdiça essa informação.
Fixando quantos vêm de cada grupo, você elimina de uma vez a variação entre os grupos.
| domicílio | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| renda | 13 | 17 | 6 | 5 | 10 | 12 | 19 | 6 |
| região | B | A | B | B | B | A | A | B |
, . Com AASc de : .
Sorteando 2 de cada estrato — o mesmo — e combinando com pesos:
6,00
AASc,
2,41
2 de cada estrato
0,40
menos da metade do erro
Divida a mesma população pela metade da lista: e . As médias ficam 10,25 e 11,75 — quase iguais.
Resultado: e EPA ≅ 0,98. Ganho nenhum.
A regra. Estratificar só ajuda se a variável usada para dividir estiver associada à variável de interesse. Região e renda estão; posição na lista não está.
CEP. Bairro está associado a renda, tipo de imóvel e consumo — as médias por estrato vão diferir.
Inicial do sobrenome é o Exemplo 4.2 disfarçado: cada estrato seria uma cópia em miniatura da população, com as mesmas médias. Você teria o trabalho da estratificação sem nenhum ganho.
Passo 2 de 12
Cada unidade ganha dois índices: de que estrato, e qual dentro dele.
E a média da população é a média ponderada das médias dos estratos — nunca a média simples.
Estrato A tem , estrato B tem , .
, .
✓
A média simples de 16 e 8 daria 12. Errado.
Partição: , (4.1).
Peso: , com .
Tudo isto exige conhecido antes do sorteio. Sem saber quantos domicílios há em cada região, não há e não há estimador.
Se você só descobre os grupos depois de sortear, isso é pós-estratificação ou domínio — outra coisa, com outra variância.
.
Não 30. O estrato pequeno tem média alta, mas pesa 10%. Esse é o erro mais comum do capítulo.
Passo 3 de 12 · o resultado que explica o capítulo
Toda a variação da população se separa em: variação dentro dos estratos + variação entre as médias deles.
A estratificação elimina a segunda parcela. Só ela, e ela inteira.
Vale para qualquer divisão da população — é identidade algébrica, não resultado de amostragem.
Dentro — média das variâncias:
Entre — variância das médias, em torno de 11:
Soma: 24 ✓
Escreva e eleve ao quadrado.
O termo cruzado some: dentro do estrato , .
Sobram os dois quadrados. É a mesma conta da soma de quadrados de uma ANOVA.
, porque cada seria zero.
Então e o ganho é nenhum. É exatamente o Exemplo 4.2.
Passo 4 de 12
Estime a média de cada estrato como quiser, e combine com os pesos .
O teorema é surpreendentemente generoso: não exige AAS dentro dos estratos.
É (b) que faz a variância sair sem termos cruzados. E é o “podendo usar planos diferentes” que dá ao teorema o alcance que ele tem.
Os dois são não viesados, e
Repare no quadrado. O peso entra ao quadrado na variância e sem quadrado na média — é (4.6)–(4.7), a regra de sempre para combinação linear de variáveis independentes.
Pela hipótese (b): os sorteios são independentes de um estrato para outro.
Se você sorteasse de forma ligada — por exemplo, “se saiu o domicílio 2 no estrato A, então sorteio o 5 no B” — haveria covariância, e a fórmula perderia a validade.
Passo 5 de 12
Escolhido o plano mais simples dentro de cada estrato, a variância vira uma soma de com pesos ao quadrado.
É esta fórmula que você vai minimizar nos passos 6 a 10.
Hipóteses: as do Teorema 4.1, e AASc em cada estrato, com .
Com AASs em cada estrato, troque por , com . É o capítulo 3 aplicado estrato por estrato.
:
Y <- c(13, 17, 6, 5, 10, 12, 19, 6)
h <- c("B","A","B","B","B","A","A","B")
sig2 <- function(x) mean((x - mean(x))^2)
Nh <- table(h); W <- as.numeric(Nh / sum(Nh))
s2 <- as.numeric(tapply(Y, h, sig2))
sum(W^2 * s2 / c(2, 2))
## [1] 2.40625
Porque . É (4.7), a regra de sempre.
Consequência prática: um estrato com peso pequeno contribui muito pouco para a variância — . Por isso não adianta encher de amostra um estrato minúsculo.
Passo 6 de 12
Decidido , ainda falta a pergunta cara: quantos de cada estrato?
Trocar a repartição, com o mesmo e a mesma população, pode cortar 29% da variância.
Outra divisão da mesma população: com (muito heterogêneo) e com 5 unidades e . AASs em ambos, .
| alocação | parcela 1 | parcela 2 | Var | ||
|---|---|---|---|---|---|
| AL1 | 1 | 2 | 5,37 | 1,27 | 6,64 |
| AL2 | 2 | 1 | 1,34 | 3,38 | 4,72 |
: a AL2 reduz a variância em 29%, de graça.
Por quê. A AL2 manda mais amostra para o estrato mais variável — contra 11 — mesmo sendo o estrato menor.
Amostre mais onde há mais o que descobrir. Um estrato homogêneo já se revela com poucas unidades; um estrato bagunçado precisa de mais.
Isso, balanceado pelo tamanho do estrato, é a alocação de Neyman do passo 9.
Uma. Ela já revela o valor de todos — a média do estrato fica conhecida exatamente.
Qualquer unidade a mais é desperdício: use-a em outro estrato. Neyman formaliza isso com , que dá zero quando .
Passo 7 de 12
Reparta como a população está repartida. Estrato com 30% da população recebe 30% da amostra.
É a “amostra representativa” do senso comum — e aqui, pela primeira vez, com nome e variância calculada.
, :
Melhor que os 2,41 da alocação 2/2, que não era exatamente proporcional.
Com (4.8), acontecem duas coisas:
1. — a média simples da amostra toda já é o estimador certo. Os pesos cancelam.
2. A variância fica com uma cara memorável:
A AE proporcional equivale a fazer uma AASc numa população cuja variância fosse em vez de .
Ou seja: você ganha exatamente — nada mais, nada menos. No exemplo, , e de fato . ✓
Outro efeito da proporcional: a fração amostral fica a mesma em todos os estratos, . Todo mundo tem a mesma chance de entrar — o que torna a análise e a comunicação mais simples.
Ela não precisa de . Só de , que você já tem por definição (hipótese (a)).
Neyman exige saber a variabilidade de cada estrato antes de coletar — o que quase nunca se sabe direito. É por isso que a proporcional é o padrão na prática.
Passo 8 de 12 · o passo mais curto
O mesmo número em cada estrato, independentemente do tamanho.
Não é para estimar a média global com precisão — é para estimar cada estrato com a mesma precisão.
Com :
Quando usar: pesquisa que precisa publicar um número por região, e não só o total do país. Se a região pequena recebesse amostra proporcional, o número dela sairia com erro grande demais para publicar.
É o caso da alocação 2/2 do passo 1 — que deu 2,41, um pouco pior que os 2,25 da proporcional. Você paga um pouco na média global para poder falar de cada estrato.
Para a média global, não: o estrato de 1000 tem e domina a variância, mas receberia só 50 unidades.
Para relatar cada estrato, sim: os quatro pequenos ganham 50 cada e saem com erro utilizável. É uma escolha entre dois objetivos, não um erro.
Passo 9 de 12
Amostre mais onde o estrato é grande, variável e barato.
Os três fatores aparecem literalmente na fórmula, um em cada lugar.
Hipóteses: as do Corolário 4.2, e custo linear (4.10).
Ela resolve os dois problemas ao mesmo tempo: minimiza a variância com orçamento dado, e minimiza o custo com precisão dada.
estrato grande pesa mais na média — merece mais amostra
estrato bagunçado precisa de mais observações
estrato caro merece menos — cada unidade custa mais
Minimizar com , onde . Escreva e aplique a desigualdade:
Logo , com igualdade só quando .∎
Se o custo por unidade é o mesmo em todos os estratos, o cancela:
com , um desvio padrão médio dentro dos estratos.
E o tamanho total, quando o que está fixado é o orçamento (4.18) ou a precisão (4.19):
Cuidado ao copiar (4.19) do livro: ela sai impressa com os dois fatores iguais a . É gralha — um deles leva no numerador.
O fator é , então o rural recebe do que receberia se custasse igual.
Metade, não um quarto. A raiz suaviza a penalização — vale a pena pagar caro por alguma informação rural, só não por muita.
Passo 10 de 12 · o resultado que resume o capítulo
Ótima ⩽ proporcional ⩽ sem estratificar. Nunca ao contrário — desde que a alocação seja uma dessas duas.
E as duas diferenças têm nome: uma é a variação entre médias, a outra é a variação entre desvios.
com (AASc), (4.22) e (4.21). As diferenças:
A leitura: a AASc paga dois pedágios.
Um porque as médias dos estratos diferem — a proporcional já elimina esse. Outro porque os desvios diferem — só a ótima elimina esse.
| plano | Var | EPA | |
|---|---|---|---|
| AASc, sem estratificar | — | 6,00 | 1,00 |
| AE uniforme | (2 ; 2) | 2,41 | 0,40 |
| AE proporcional | (1,5 ; 2,5) | 2,25 | 0,375 |
| AE ótima (Neyman) | (1,47 ; 2,53) | 2,2495 | 0,375 |
Quando os desvios padrão dos estratos são muito diferentes — é o que (4.24) diz: o ganho é , a variabilidade entre os desvios.
Caso típico: estratos por tamanho de empresa. As grandes têm faturamento muito mais disperso que as pequenas, e Neyman manda muito mais amostra para lá. No Exemplo 4.1 os desvios eram quase iguais, então não rendeu.
Passo 11 de 12
O IC é o de sempre, com a variância do passo 5 e no lugar de .
O tamanho da amostra tem uma pegadinha: você precisa decidir a forma da alocação antes de achar .
A variância depende dos individualmente, não só da soma. Há infinitas maneiras de repartir um mesmo , com variâncias diferentes.
A saída: escreva com os fixados, e aí sobra um só para resolver.
Compare com a AASc, .
Para o total, use no lugar de .
A economia de amostra é a razão . No Exemplo 4.1: . Para a mesma precisão, a estratificada precisa de 37,5% da amostra que a AASc precisaria.
, então .
480 entrevistas a menos, pela mesma precisão — só por ter usado a informação de estrato que você já tinha.
Passo 12 de 12
Proporção é a mesma teoria com .
E há duas maneiras de a estratificação não compensar — vale conhecer as duas.
Hipóteses: AE com reposição nos estratos, valendo 0 ou 1.
Estimador da variância com no denominador, e Neyman vira
Como varia pouco para entre 0,2 e 0,8 (de 0,40 a 0,50), Neyman e proporcional quase coincidem em proporções moderadas. A diferença só aparece com proporções raras.
Se , o EPA é 1:
É o Exemplo 4.2: médias iguais, ganho zero. Você teve o trabalho e não levou nada.
Com alocação arbitrária (pesos quaisquer):
Isto pode passar de 1. Basta um estrato grande e variável receber amostra pequena.
é viesada para , a menos que .
Use sempre os pesos da população (), nunca os da amostra. É só na alocação proporcional que os dois coincidem — e é por isso que lá a média simples funciona.
Essa ideia vira peso amostral nos capítulos 8 e 9.
Você está fazendo o contrário do certo: mandando menos amostra para o estrato mais variável.
Em (4.27), o termo desse estrato tem multiplicando um grande. O EPA passa de 1 — estratificar assim é pior que não estratificar.
Papel, aba fechada, tudo o que lembrar — não passo por passo. Sai menos na hora e mais dois dias depois, e mais organizado.
Depois confira. O que não apareceu, releia só aquele passo.
Volte ao passo e refaça só a checagem, sem reler.
Os itens 3 e 10 são o eixo: quem souber a decomposição sabe dizer, sem conta nenhuma, se vale a pena estratificar e quanto se ganha.
Depois do fecho · quinze exercícios, com a resposta comentada
Escolhi: a população de cinco estratos com as três alocações (4.1, e 4.5 sem reposição), os problemas de alocação com variância ou desvio padrão fixados (4.3, 4.4), o estimador (4.6, com os teóricos 4.27 e 4.34), alocações desiguais no Exemplo 4.2 (4.7), a proporção com amostra piloto (4.8), a Tabela 2.8 estratificada (4.9), a enumeração completa de AASs × AEun na população de oito (4.10), alfabetização com CV fixado e custos (4.13), a AE proporcional das indústrias (4.14), as fazendas de leite (4.19), a partilha ótima de 10% (4.21) e o custo da alocação uniforme (4.24). Os teóricos 4.29, 4.30 e 4.31 estão demonstrados no corpo da aula.
| 1 | 117 | 7,3 | 1,31 |
| 2 | 98 | 6,9 | 2,03 |
| 3 | 74 | 11,2 | 1,13 |
| 4 | 41 | 9,1 | 1,96 |
| 5 | 45 | 9,6 | 1,74 |
(a) e . (b) Para , as alocações proporcional e ótima. (c) Compare as variâncias com AASc e com AE ótima. (d) Idem com a proporcional. (4.5) Refaça com AASs dentro dos estratos.
A tabela dá ; as fórmulas com AASc usam — a conversão muda a segunda casa. , .
(a) ; por (4.4), . Repare: a variância entre é quase o dobro da dentro — os estratos têm médias bem distintas (6,9 a 11,2) e são internamente homogêneos. É o cenário ideal para estratificar.
(b) Proporcional: → 25, 21, 16, 9, 9. Neyman, : → 23, 24, 13, 10, 10. O estrato 2 (mais variável) ganha amostra; o 3 (menos variável) perde.
(c)–(d) ; ; . EPA: 0,364 (proporcional) e 0,359 (ótima). A estratificação corta a variância a pouco mais de um terço; a alocação ótima quase não acrescenta — porque os desvios padrões (1,14 a 1,42) são parecidos e é minúscula. Exatamente a leitura de (4.25).
(4.5) Sem reposição, com as alocações arredondadas: 0,0156 (proporcional) e 0,0153 (Neyman). A AASs de 80 daria . As frações amostrais () já são grandes o bastante para o fator de finitude valer a pena: 20% a menos de variância em cada plano.
Nh <- c(117, 98, 74, 41, 45); mu <- c(7.3, 6.9, 11.2, 9.1, 9.6)
S2 <- c(1.31, 2.03, 1.13, 1.96, 1.74); N <- sum(Nh); W <- Nh / N
sig2 <- S2 * (Nh - 1) / Nh; sig <- sqrt(sig2); n <- 80
m <- sum(W * mu); sd2 <- sum(W * sig2); se2 <- sum(W * (mu - m)^2)
round(c(m, sd2, se2, sd2 + se2), 4) # (a)
## [1] 8.4379 1.5635 2.7376 4.3011
rbind(prop = n * W, neyman = n * Nh * sig / sum(Nh * sig)) # (b)
## [,1] [,2] [,3] [,4] [,5]
## prop 24.96 20.91 15.79 8.75 9.60
## neyman 22.90 23.86 13.42 9.74 10.08
Vc <- (sd2 + se2) / n; Vpr <- sd2 / n; Vot <- sum(W * sig)^2 / n
round(c(Vc, Vpr, Vot, Vpr / Vc, Vot / Vc), 4) # (c), (d)
## [1] 0.0538 0.0195 0.0193 0.3635 0.3587
, ; , ; AASc. Ache tais que: (a) o desvio padrão de é 0,1 e é mínimo; (b) o desvio padrão da média de cada estrato é 0,1; (c) o desvio padrão da diferença entre as médias é 0,1.
(a) Minimizar com fixa é o Corolário 4.4(ii) com custo constante: Neyman, , repartidos na proporção = 1,6 : 0,8 → , . (Conferindo: .) (b) → 400 e 1 600: a meta por estrato ignora os pesos e exige muito mais do estrato pequeno e variável. (c) com mínimo: é Neyman com pesos iguais (), → 1 200 e 2 400. Três objetivos, três alocações: a “melhor” depende do que se quer estimar.
AE com reposição; de uma pesquisa passada, ; (têm poupança); (quantia). Com custo constante, os menores e tais que (a) a proporção tenha erro padrão 0,02; (b) a quantia média tenha erro padrão R$ 2. Qual usar?
(a) Neyman para proporções: ; ; → 476, com → 262, 160, 54. (b) ; → 22, 22, 20. Qual usar? A pesquisa tem os dois objetivos, então o desenho tem de atender ao mais exigente: com a alocação de (a). Com ela, a quantia média fica com erro padrão , bem abaixo dos R$ 2 pedidos. Repare que as duas alocações ótimas são diferentes (a proporção pede 262/160/54; a quantia, quase uniforme, 22/22/20, porque o estrato 3 tem enorme): com vários objetivos, nenhuma alocação é ótima para todos — um compromisso, como o proporcional, costuma ser a saída.
(4.27) Mostre que (4.35) é viesado para , a não ser que . (4.34) Encontre o seu EQM. (4.6) Na população do Exemplo 4.1 com , e AASc de 2 em cada, encontre e . Qual é melhor?
(4.27) Com , , enquanto . O viés é , que é zero para toda população só se (pode zerar por coincidência se as forem iguais). é simplesmente a média da amostra toda, : ignorar os pesos é tratar a amostra estratificada como se fosse AAS. (4.34) — e o viés não cai com .
(4.6) , , ; , , . . E ? Aqui : a alocação é proporcional, exatamente, viés zero e . Empate — é o caso do Teorema 4.2. Para ver a diferença, mude para , : continua não viesado com variância , mas passa a ter viés e . Pesos errados custam caro.
Estratos do Exemplo 4.2 (, , ), AASc. e com (a) , ; (b) , .
nos dois casos — o Teorema 4.1 não depende da alocação. (a) . (b) . Ambas piores que a uniforme 2/2 (5,86) e que a AASc de 4 (6,00): com estratos de mesmo tamanho e variâncias parecidas, qualquer desequilíbrio só perde — o EPA (4.27) passa de 1 (1,34 e 1,27). É o contraexemplo que a seção 4.5 anunciou.
; piloto: . (a) Variância estimada com AASc de 600. (b) Tamanho da AE proporcional com a mesma variância. (c) Com esse , a repartição ótima e sua variância. (d) Conclusões.
(a) ; . (b) ; igualando a 0,000417, → 588 (294, 176, 118). (c) Neyman com : 297, 175, 116, . (d) A estratificação economiza 12 entrevistas em 600 (2%), e a alocação ótima é indistinguível da proporcional. Motivo: as proporções dos estratos (0,40 a 0,60) estão perto de 1/2, então é minúscula frente a , e os são quase iguais. Para proporções moderadas, estratificar serve para as subpopulações e para a administração, não para a precisão. Compare com o 4.13.
(a) AASc de : e . (b) Estratos = unidades 1–60, 61–120, 121–180; AASc de 18 em cada: e . (c) Compare.
Como a população é conhecida, as variâncias verdadeiras se calculam sem sortear nada: , logo . Os estratos pela ordem da lista: e — a tabela está grosso modo em ordem decrescente, então cortá-la em terços estratifica de verdade (, ). : EPA = 0,80. As estimativas de uma realização (índices sorteados com semente 2004, listados no código): (a AASc caiu pesada nos índices altos, os condomínios pequenos) e , para . A estratificação impede exatamente esse tipo de azar: garante 18 unidades de cada terço da lista.
# Y: o vetor do Exercício 2.2. Variâncias verdadeiras:
sig2 <- function(x) mean((x - mean(x))^2); h <- rep(1:3, each = 60)
c(sig2(Y) / 54, sum((1/3)^2 * tapply(Y, h, sig2) / 18))
## [1] 7.545777 6.026267
# uma realização (índices sorteados com reposição, semente 2004):
i54 <- c(1,6,6,10,13,17,25,25,27,31,34,53,53,54,56,63,63,68,68,72,76,76,77,
83,89,96,99,99,101,105,110,111,112,112,116,120,121,125,126,127,127,
128,128,129,135,137,148,150,151,158,164,165,167,174)
s1 <- c(2,5,19,19,22,23,31,31,34,35,35,43,47,48,50,55,57,57)
s2 <- c(66,68,69,78,79,84,89,90,97,102,105,110,111,114,115,117,119,120)
s3 <- c(122,126,126,127,128,132,135,136,139,142,145,152,155,168,172,175,179,180)
c(mean(Y[i54]), mean(c(mean(Y[s1]), mean(Y[s2]), mean(Y[s3]))))
## [1] 14.77778 19.87037
Na população do Exemplo 4.1: (a) construa com e a distribuição de ; (b) com (uniforme, AASs em cada estrato), construa e a distribuição de ; (c) compare.
(a) amostras, 1/70 cada; toma 29 valores, de 6,75 (amostra {3, 4, 5, 8}: 6, 5, 10, 6) a 15,25 ({1, 2, 6, 7}: 13, 17, 12, 19), com e — confere com , . (b) amostras, 1/30 cada, : 18 valores, de 8,875 a 13,9375, , — confere com (com , ). (c) As duas distribuições têm a mesma média (não viés); a estratificada é muito mais concentrada — amplitude 5,1 contra 8,5, EPA = 1,65/3,43 = 0,48. A AE simplesmente proíbe as 40 amostras “desbalanceadas” (três ou quatro unidades do mesmo estrato) que a AASs permite, e são elas que produzem os extremos.
Y <- c(13, 17, 6, 5, 10, 12, 19, 6); A <- c(2, 6, 7); B <- c(1, 3, 4, 5, 8)
ya <- colMeans(matrix(Y[combn(8, 4)], 4)) # (a) 70 amostras
yA <- colMeans(matrix(Y[A][combn(3, 2)], 2)); yB <- colMeans(matrix(Y[B][combn(5, 2)], 2))
yes <- as.vector(outer(3/8 * yA, 5/8 * yB, "+")) # (b) 3 x 10 = 30 amostras
c(length(ya), mean(ya), mean((ya - 11)^2), length(yes), mean(yes), mean((yes - 11)^2))
## [1] 70.000000 11.000000 3.428571 30.000000 11.000000 1.652344
100 mil pessoas em 4 grupos etários: ; proporção de alfabetizados . (a) Tamanho da AE proporcional para CV do estimador de 10%, e a alocação (). (b) Compare com a ótima, mesmo e custo unitário. (c) Custos 9, 4, 4, 1 e orçamento R$ 1 725: alocação ótima.
(a) . CV 10% → erro padrão 0,02265, variância-alvo . → → 277, alocados = 69, 55, 111, 42. (b) Neyman com : 98, 72, 95, 12. O estrato dos 50+ (1% alfabetizados, quase nenhuma variabilidade) cai de 42 para 12 entrevistas; os jovens sobem. contra : 13% a menos — aqui os variam de 0,10 a 0,50 e Neyman compensa (compare com o 4.8). (c) Teorema 4.3: , e (4.18) com dá : 88, 97, 127, 32 (custo , dentro do orçamento; variância 0,000383). O estrato caro (jovens, custo 9) perde amostra para os baratos.
Nh <- c(25000, 20000, 40000, 15000); P <- c(.5, .3, .1, .01); W <- Nh / sum(Nh)
Pg <- sum(W * P); V <- (0.1 * Pg)^2; n <- sum(W * P * (1 - P)) / V
round(c(Pg, V, n), 4); round(n * W, 1) # (a)
## [1] 0.2265 0.0005 276.7617
## [1] 69.2 55.4 110.7 41.5
s <- sqrt(P * (1 - P)); round(277 * W * s / sum(W * s), 1) # (b)
c(sum(W * s)^2 / 277, sum(W * P * (1 - P)) / 277)
## [1] 98.5 72.2 94.5 11.8
## [1] 0.0004462307 0.0005125812
cc <- c(9, 4, 4, 1); k <- W * s / sqrt(cc) # (c)
nC <- 1725 * sum(k) / sum(W * s * sqrt(cc)); round(nC * k / sum(k), 1)
## [1] 88.4 97.2 127.3 31.7
| Faturamento | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Baixo | 4 000 | 200 | 80 | 1 600 |
| 2 | Médio-baixo | 10 000 | 500 | 180 | 2 500 |
| 3 | Médio-alto | 5 400 | 270 | 270 | 2 500 |
| 4 | Alto | 600 | 30 | 400 | 5 600 |
(a) Estime e . (b) As variâncias dos estimadores. (c) Com custos , a partição ideal das 1 000 unidades (use as variâncias amostrais como populacionais). (d) Se as 1 000 fossem AAS, qual seria a variância? Compare.
, em todos (é proporcional). (a) empregados; . (Com alocação proporcional, é a média simples das 1 000 — Teorema 4.2.) (b) AASs nos estratos: (erro padrão 1,51 empregados); , erro padrão 30 281. (c) com custos 4, 5, 6, 7: 186, 519, 256, 39 — quase a proporcional, porque os (40 a 75) e os custos variam pouco; o estrato alto ganha de 30 para 39. (d) A AAS de 1 000 veria a variância total , logo . Razão 2,29/7,54 = 0,30: o faturamento explica 70% da variância do número de empregados, e a estratificação captura tudo isso.
Nh <- c(4000, 10000, 5400, 600); nh <- c(200, 500, 270, 30)
yh <- c(80, 180, 270, 400); S2 <- c(1600, 2500, 2500, 5600)
N <- sum(Nh); W <- Nh / N; yes <- sum(W * yh)
v <- sum(W^2 * (1 - nh / Nh) * S2 / nh)
c(yes, N * yes, v, sqrt(v), N * sqrt(v)) # (a), (b)
## [1] 190.90000 3818000.00000 2.29235 1.51405 30281.01716
a <- W * sqrt(S2) / sqrt(3 + 1:4); round(1000 * a / sum(a), 1) # (c)
## [1] 185.7 519.0 255.9 39.4
S2all <- sum(W * S2) + sum(W * (yh - yes)^2) # (d)
c(S2all, (1 - 0.05) * S2all / 1000, v / ((1 - 0.05) * S2all / 1000))
## [1] 7933.1900000 7.5365305 0.3041652
Quatro categorias de fazendas, ; amostra de 28 fazendas, proporcional. Vacas: estrato 1 — 61, 47, 44, 70, 28, 39, 51, 52, 101, 49, 54, 71; estrato 2 — 160, 148, 89, 139, 142, 93; estrato 3 — 26, 21, 19, 34, 28, 15, 20, 24; estrato 4 — 17, 11. (a) Estime o total de vacas e dê um IC de 90%. (b) Com custos iguais, qual seria a alocação ótima?
(a) Médias por estrato 55,6, 128,5, 23,4 e 14,0; . vacas; , erro padrão 555; IC de 90%: = (9 166; 10 992). Mais de 80% da variância vem do estrato 2 (grandes fazendas de leite, , só 6 na amostra). (b) Neyman, : → 13, 11, 3, 1: quase dobra o estrato 2 e reduz os estratos 3 e 4, homogêneos, ao mínimo. (Um estrato com não permite estimar ; na prática fixa-se um mínimo de 2.)
d <- list(c(61,47,44,70,28,39,51,52,101,49,54,71), c(160,148,89,139,142,93),
c(26,21,19,34,28,15,20,24), c(17,11))
Nh <- c(72, 37, 50, 11); nh <- sapply(d, length); yh <- sapply(d, mean); s2 <- sapply(d, var)
Tt <- sum(Nh * yh); ep <- sqrt(sum(Nh^2 * (1 - nh / Nh) * s2 / nh))
round(c(Tt, ep, Tt + c(-1, 1) * qnorm(0.95) * ep))
## [1] 10079 555 9166 10992
round(28 * Nh * sqrt(s2) / sum(Nh * sqrt(s2)), 1) # (b)
## [1] 13.5 11.1 3.0 0.5
; . (a) Numa AE de 10% da população, a partilha ótima. (b) Compare a variância da média com a de uma AAS com .
(a) , . : . O estrato 3 tem 3,7% da população e leva 20% da amostra; a fração amostral nele é — quase um censo do estrato mais variável, que é o que Neyman recomenda quando um estrato pequeno domina a variância. (b) Com AASs nos estratos, ; a AASs de 348 com dá : EPA = 0,58. (O dado inclui a variância entre médias, que o enunciado não fornece; por isso não dá para separar quanto do ganho é e quanto é — mas com desvios de 8 a 80, o segundo termo é grande.)
Dois estratos, alocação uniforme por conveniência administrativa. Mostre que (4.34), com da alocação ótima; avalie para o 4.3(a). AASc.
Chame e ; na alocação ótima , logo . Com , ; por (4.21), . Então
No 4.3(a), : a uniforme custa a mais de variância (0,0111 contra 0,0100 com ). A fórmula diz que o preço da conveniência é pequeno enquanto fica entre 1/2 e 2, e explode quando um estrato deveria receber muito mais que o outro (: 67%).
Sobre esta versão. Mesmo conteúdo do capítulo 4 de Bolfarine & Bussab (págs. 93–126), reorganizado em doze passos curtos, cada um com o caso numérico antes do símbolo e uma pergunta de recuperação no fim. Todos os valores foram recalculados. Duas observações sobre o impresso: a fórmula (4.19) sai com os dois fatores iguais a , e o correto leva no numerador de um deles; e o Exemplo 4.1 fornece enquanto as fórmulas com reposição pedem — a conversão é por .