Menu · Bolfarine & Bussab · Capítulo 2 · págs. 37–60
O capítulo que dá nome a tudo. São doze ideias, e a última — duas fórmulas — sustenta os capítulos 3 e 4 inteiros.
Um passo por vez. Cada passo cabe numa tela e termina com uma pergunta. Responda antes de abrir. Errar e conferir fixa mais do que reler.
No fim há um fecho: fechar a página e escrever de memória o capítulo inteiro. Parece pior na hora — e rende mais depois.
Passo 1 de 12
Aqui a população não é um modelo de probabilidade. É uma lista de números que já existem.
O acaso entra só no sorteio. Isso separa este curso de toda a inferência que você já viu.
Três domicílios. A renda de cada um:
12 30 18
Esses três números não vão mudar. A renda do domicílio 2 é 30.
— os rótulos.
— o valor da unidade .
— o parâmetro populacional.
— qualquer conta feita com a lista inteira.
A mesma população tem outras variáveis: idade , nº de trabalhadores . Cada uma dá o seu .
E pode ser qualquer coisa: a média das idades é 30; a renda por trabalhador é . Guarde esse 10 — ele volta no passo 10.
Não. É uma constante. Ninguém sorteou aquele 30.
O que é aleatório é qual domicílio entra na amostra. Por isso as letras maiúsculas () são fixas e as minúsculas (, o que você observa na posição da amostra) é que são aleatórias.
Passo 2 de 12
Total, média, e duas variâncias diferentes.
As duas variâncias existem porque uma aparece na amostragem com reposição e a outra sem.
Comece pela conta que os dois compartilham. Chame de SQ a soma dos quadrados dos desvios em torno da média:
12+30+18 = 60
60/3 = 20
168/3 = 56
168/2 = 84
Mesmo SQ, divisores diferentes. É só isso que separa as duas. Logo:
Com reposição → . Sem reposição → .
Não tente entender agora por quê. Isso é o passo 11. Por ora, decore o par.
Mais dois nomes, que são casos particulares:
Y <- c(12, 30, 18)
c(sum(Y), mean(Y), mean((Y - mean(Y))^2), var(Y))
## [1] 60 20 56 84
. Desvios: −3, −1, 1, 3 → soma dos quadrados .
e .
Confere com . ✓
Passo 3 de 12
A ordem conta. A repetição também.
Parece detalhe de notação. É o que permite tratar com e sem reposição com a mesma máquina.
Sorteio duas vezes, repondo. Posso tirar:
— primeiro o Ada, depois o Beto.
— o contrário. É outra amostra.
— o Ada duas vezes. Também vale.
Definição 2.1. Amostra ordenada é qualquer sequência
Definição 2.4. é o conjunto de todas elas, de qualquer tamanho.
9 ordenadas: . São (1,1), (1,2), (1,3), (2,1), (2,2), (2,3), (3,1), (3,2), (3,3).
6 sem repetir rótulo (), que correspondem a 3 pares distintos se a ordem também for ignorada: {1,2}, {1,3}, {2,3}.
Passo 4 de 12 · o passo mais importante do capítulo
Duas variáveis contam o que o sorteio fez com cada unidade da população.
Com elas, toda soma sobre a amostra vira uma soma sobre a população — e aí dá para calcular esperança.
Sorteei .
Quantas vezes cada um entrou?
unidade 1: uma vez · unidade 2: duas · unidade 3: nenhuma
Logo .
Quem entrou, sim ou não?
.
Definição 2.2.
= número de vezes que aparece em .
Sem reposição os dois coincidem: .
Agora o movimento que vale o capítulo. O total da amostra pode ser escrito de duas formas:
Pela amostra: .
Pela população: . ✓
Mesmo número, contas diferentes. A segunda é a que serve para a teoria.
Passo 5 de 12
conta sorteios. conta pessoas diferentes.
Com reposição eles diferem, e é por isso que sortear com reposição desperdiça informação.
: três sorteios, mas só duas pessoas entrevistadas.
, .
Paguei três visitas e trouxe dois domicílios.
Definição 2.3.
Sempre .
Plano de tamanho fixo.
Importa porque é uma das duas hipóteses de (2.14)–(2.15), as fórmulas do passo 11 — e sem ela quase nada do capítulo 3 funciona.
Passo 6 de 12
Planejar a amostra = dizer quais amostras podem sair e com que chance cada uma.
Só isso. Nenhuma outra exigência.
Sorteio duas vezes, com reposição, cada domicílio com chance 1/3. Sai o plano A:
9 amostras possíveis, cada uma com .
11, 12, 13, 21, 22, 23, 31, 32, 33 — a soma dá 9 × 1/9 = 1. ✓
Definição 2.5. Um planejamento amostral é uma função sobre com
= as amostras com probabilidade positiva.
O livro usa cinco planos sobre a mesma população de três. Vale olhar o que muda de um para o outro:
| Plano | O que é | Tam. fixo? | Todos alcançáveis? |
|---|---|---|---|
| A | AAS com reposição, : 9 amostras, 1/9 cada | sim | sim |
| B | AAS sem reposição, : 6 ordenadas, 1/6 cada | sim | sim |
| C | tamanho variável (1, 2 ou 3 sorteios) | não | sim |
| D | probabilidades desiguais e assimétricas | sim | sim |
| E | só algumas amostras têm chance | sim | não — |
Nele as unidades 1 e 3 nunca aparecem juntas. Há informação sobre a população que nenhuma amostra desse plano consegue trazer.
Guarde o nome π13 = 0: no capítulo 9 isso vira o motivo de o estimador de Horvitz–Thompson precisar de .
Não. A Definição 2.5 pede só e soma 1. O plano C tem tamanho variável e é um plano legítimo.
Mas quase todos os resultados do livro pedem tamanho fixo. Plano válido e plano onde as fórmulas valem são coisas diferentes.
Passo 7 de 12
Uma conta feita na amostra é uma estatística. Como a amostra é sorteada, a conta vira variável aleatória.
A lista dos valores possíveis com suas probabilidades é a distribuição amostral.
Três definições que são quase a mesma coisa, ditas em ordem:
Fazendo isso para no plano A: nove amostras, mas só seis valores distintos, porque (1,2) e (2,1) dão a mesma média.
Porque vêm de duas amostras cada. A média 21 sai de (1,2) e de (2,1); a média 15 sai de (1,3) e (3,1).
Já 12 só sai de (1,1) e 30 só de (2,2) — uma amostra cada.
Passo 8 de 12
Nada de fórmula nova: some valor × probabilidade sobre todas as amostras.
Trocar o plano muda a resposta, mesmo com a mesma estatística e o mesmo .
No plano A, com a distribuição do passo 7:
Agora o mesmo , sem reposição (plano B, lido sem ordem — três amostras: {12,30}, {12,18}, {30,18}):
Mesmo , mesma estatística, mesma população. Metade da variância só por não repor.
Faz sentido: repondo, você paga por entrevistas que às vezes repetem a mesma pessoa. Esse número tem nome — EPA — e é o assunto do fim do capítulo 3.
D <- c(12, 30, 18)
S <- expand.grid(D, D) # plano A: 9 amostras
yb <- rowMeans(S)
c(mean(yb), mean((yb - mean(yb))^2))
## [1] 20 28
, então é o próprio valor sorteado: 12, 30 ou 18 com 1/3 cada.
e .
Bate com para . Com uma unidade só, a variância do estimador é a variância da população.
Passo 9 de 12
Some as probabilidades de todas as amostras que contêm a unidade . Pronto: é .
Se algum der zero, aquela unidade é invisível para o plano.
Quais das 9 amostras contêm a unidade 1?
11, 12, 13, 21, 31 — são cinco.
, e o mesmo para 2 e 3.
Contêm 1 e 2? Só 12 e 21. Logo .
Definição 2.9.
A igualdade é imediata: vale 1 ou 0.
Em plano de tamanho fixo há um teste de aritmética grátis:
Sem reposição isso dá exatamente . Com reposição dá menos, porque às vezes — no plano A, , e de fato o número médio de domicílios distintos em 2 sorteios é 1,67.
Três amostras não ordenadas, e cada unidade está em duas delas. Logo .
Que é . E . ✓
Passo 10 de 12
Viés é a distância entre o centro da distribuição amostral e o alvo.
EQM soma os dois defeitos: o centro errado e o espalhamento.
Volte ao 10 do passo 1 — a renda por trabalhador da população. Na amostra, a conta análoga é . Calculando nas 9 amostras do plano A:
10,133 − 10 = 2/15
283/450 ≅ 0,629
0,629 + 0,018 = 97/150
“Não viesado” é propriedade da média sobre todas as amostras possíveis. A sua amostra pode estar longe do alvo — e nada nela avisa.
Por isso a resposta certa nunca é “deu 15, então errei”. É “sob este plano, e o erro padrão é tanto”.
O livro imprime EQM = 0,6458 no Exemplo 2.14; sai do viés arredondado para 0,13. O valor exato é 97/150 = 0,6467.
EQM de A = 10 + 0 = 10. EQM de B = 3 + 4 = 7.
Pelo EQM, B — mesmo sendo viesado. Não viés não é sagrado; é um critério entre outros.
O livro quase sempre compara estimadores não viesados, e aí comparar EQM é o mesmo que comparar variância.
Passo 11 de 12 · se você guardar uma coisa deste capítulo, guarde esta
Debaixo de duas hipóteses, a esperança e a variância do total amostral saem de graça.
Depois disso, cada plano novo é só descobrir a distribuição de .
Hipóteses: o plano é simétrico e de tamanho fixo. Com :
O que cada hipótese quer dizer:
Todo tem a mesma distribuição. Nenhuma unidade é privilegiada.
Aí dá para escrever só , sem índice.
O plano D quebra isto: probabilidades desiguais.
para toda amostra do plano.
Com os dois juntos, .
O plano C quebra isto: tamanho variável.
E é só isso que separa o capítulo 3 inteiro deste ponto. Olhe o que vem:
| Plano | daí sai | ||
|---|---|---|---|
| AAS com reposição | Binomial | ||
| AAS sem reposição | Bernoulli |
Repare de onde vem a promessa do passo 2: sem reposição só pode valer 0 ou 1, então é Bernoulli, e a conta produz o fator . Com reposição ela pode valer 2, 3, … e é Binomial. Nada mais misterioso que isso.
Não. Falta a hipótese de tamanho fixo.
Vale (2.12) — —, que serve para qualquer plano. Mas ela exige conhecer cada , então não fecha em fórmula com .
Passo 12 de 12
São ferramentas de álgebra, não conceitos novos.
Você não precisa decorar: precisa reconhecer quando abrir o livro nesta página.
| Nº | O que diz | Serve para |
|---|---|---|
| (2.2) | abrir o quadrado; é a conta de sempre | |
| (2.3) | o análogo para produtos de duas variáveis | covariância, caps. 5–6 |
| (2.4) | o termo cruzado de (2.13) → prova de (2.15) | |
| (2.6)–(2.7) | esperança e variância de | plano qualquer |
| (2.8)–(2.9) | simetria + tamanho fixo; é a peça que fecha (2.15) | |
| (2.12)–(2.13) | e de em plano qualquer | quando (2.14) não vale |
| (2.14)–(2.15) | o passo 11 | caps. 3 e 4 inteiros |
| (2.16), (2.18) | e | provar que é não viesado (Teor. 3.4 e 3.9) |
| (2.19)–(2.20) | esperança e variância iteradas | amostragem em dois estágios, cap. 8 |
(2.14)–(2.15), em toda demonstração de variância.
E (2.16) e (2.18) na única demonstração realmente trabalhosa do capítulo 3: a de que estima sem viés.
Pegue papel. Feche esta aba. Escreva tudo o que lembra do capítulo, de uma vez só — não passo por passo.
Escrever de memória o texto inteiro parece pior na hora: você lembra menos e trava mais do que se fizesse pedaço por pedaço. Mas dois dias depois rende mais, e o que você lembra sai mais organizado. O esforço de ligar as partes é o que fica.
Depois confira contra a lista abaixo. O que não apareceu, releia só aquele passo.
Volte ao passo correspondente e refaça só a checagem dele, sem reler o texto. Se acertar, o problema era acesso, não entendimento — e mais uma tentativa resolve.
Depois siga para os exercícios: eles enumeram por completo, que é o melhor jeito de não ter dúvida sobre o que é uma distribuição amostral.
Depois do fecho · nove exercícios, com a resposta comentada
Do fim do capítulo, os que fazem contas com os planos do Exemplo 2.6 — enumerando por completo, como o livro manda — e os dois que abrem caminho para o capítulo 3: a população de 180 condomínios (2.2), as distribuições de , , e nos planos B–E (2.3), EQM e correlação nos mesmos planos (2.4), a média de fumantes (2.5), a população de seis elementos com AASs (2.6), o plano C de tamanho variável (2.7), a conferência de (2.9) (2.8) e, entre os teóricos, a distribuição de na AASs (2.10). Todas as frações foram calculadas exatamente e conferidas com a enumeração em Python; o 2.1 fica só com o código, porque o resultado depende da semente.
Simule uma população de tamanho com e encontre , e .
Atenção à notação: é média 50 e variância 16, então rnorm recebe desvio padrão 4. E var() do R já divide por : é ; para multiplique por .
set.seed(2004)
Y <- rnorm(100, mean = 50, sd = 4) # N(50, 16): variância 16, desvio padrão 4
N <- length(Y)
tau <- sum(Y); mu <- mean(Y); S2 <- var(Y); sigma2 <- S2 * (N - 1) / N
c(tau, mu, S2, sigma2)
# os seus números dependem da semente; espere tau ≈ 5000, mu ≈ 50, S2 ≈ 16
O ponto do exercício é a mudança de status: depois de simulada, a população é fixa — , e são constantes, não estimativas. Toda a aleatoriedade dos próximos capítulos virá do sorteio de amostras dessa população, e é contra esses três números que se medem viés e variância. (A normal foi só a fábrica dos ; não é 16, é o que saiu.)
é o número de apartamentos do condomínio e o número de apartamentos alugados (brancos = zero). Encontre: (a) , , ; (b) , , ; (c) a proporção de condomínios com mais de 20 apartamentos alugados e a variância populacional da variável que vale 1 se o condomínio tem mais de 20 alugados e 0 caso contrário.
Os 180 pares, transcritos da Tabela 2.8 (livro p. 60), na ordem :
Y <- c(19, 17, 25, 84, 91, 48, 48, 20, 34, 42, 35, 55, 42, 36, 13, 7, 8, 18,
20, 18, 0, 23, 0, 19, 11, 11, 42, 28, 8, 0, 47, 27, 80, 52, 90, 78, 46,
35, 59, 27, 33, 27, 9, 9, 12, 49, 60, 35, 11, 21, 22, 10, 9, 7, 3, 5,
2, 8, 14, 5, 67, 44, 43, 15, 17, 29, 18, 14, 24, 35, 48, 20, 24, 55,
43, 13, 19, 48, 44, 36, 3, 2, 13, 34, 28, 23, 8, 69, 2, 5, 34, 13, 16,
21, 12, 10, 50, 58, 17, 41, 3, 4, 18, 1, 1, 3, 6, 5, 5, 4, 0, 0, 7, 7,
3, 12, 11, 27, 14, 2, 1, 22, 25, 2, 4, 7, 15, 10, 5, 8, 8, 0, 4, 1, 3,
0, 14, 3, 5, 0, 11, 19, 5, 0, 3, 12, 4, 14, 0, 20, 6, 4, 9, 54, 50, 9,
6, 5, 1, 1, 0, 2, 2, 3, 1, 6, 3, 3, 5, 3, 0, 0, 0, 2, 0, 0, 0, 1, 0, 0)
X <- c(23, 18, 33, 89, 114, 66, 61, 25, 46, 58, 44, 66, 61, 45, 20, 16, 15,
26, 22, 22, 2, 29, 3, 29, 21, 15, 54, 42, 13, 2, 53, 28, 90, 68, 99,
89, 48, 48, 62, 33, 43, 37, 14, 15, 21, 68, 81, 59, 23, 32, 36, 16, 15,
16, 8, 25, 11, 9, 19, 5, 110, 57, 81, 23, 25, 59, 27, 22, 29, 44, 53,
27, 28, 62, 56, 22, 22, 57, 57, 46, 8, 4, 18, 42, 32, 28, 14, 76, 19,
9, 48, 24, 27, 32, 14, 18, 61, 65, 25, 68, 8, 12, 27, 3, 3, 6, 14, 15,
14, 9, 1, 4, 12, 22, 11, 27, 20, 38, 31, 4, 3, 37, 30, 3, 4, 13, 24,
19, 17, 13, 18, 1, 10, 4, 9, 5, 20, 5, 13, 1, 23, 39, 9, 2, 5, 26, 10,
35, 4, 38, 37, 11, 24, 102, 82, 24, 18, 18, 3, 6, 1, 7, 8, 12, 4, 8, 9,
7, 12, 10, 1, 1, 1, 4, 1, 1, 2, 1, 1, 1)
N <- length(Y); N
## [1] 180
c(sum(Y), mean(Y), var(Y)) # (a)
## [1] 3363.00000 18.68333 409.74832
c(sum(X), mean(X), var(X)) # (b)
## [1] 4928.00000 27.37778 609.40956
W <- as.numeric(Y > 20); P <- mean(W) # (c)
c(sum(W), P, var(W), P * (1 - P))
## [1] 58.0000000 0.3222222 0.2196151 0.2183951
(a) , , . (b) , , . (c) 58 dos 180 condomínios têm mais de 20 alugados: . Uma proporção é a média de uma variável 0–1, e a sua variância populacional tem forma fechada: e — porque , e (2.2) dá . Guarde esta população: ela volta nos exercícios dos capítulos 3, 5 e 6 (a razão apartamentos alugados por apartamento, e a correlação , é o que faz os estimadores razão e regressão brilharem).
Para cada plano B, C, D, E do Exemplo 2.6: (a) construa as distribuições de e ; (b) calcule e ; (c) encontre e .
Regra geral que resolve (b) e (c) de uma vez: é Bernoulli(), logo e ; é a soma de sobre as amostras que contêm , e sobre as que contêm ambos. Nos planos sem reposição (B, D, E), ; só em C, com reposição, pode passar de 1.
| Plano | Unidade | : valores (probabilidades) | |||
|---|---|---|---|---|---|
| B | 1, 2, 3 | 0 (1/3), 1 (2/3) | 2/3 | 2/9 | |
| C | 1 | 0 (14/27), 1 (8/27), 2 (4/27), 3 (1/27); : 0 (14/27), 1 (13/27) | 13/27 | 182/729 | , |
| 2 | 0 (8/27), 1 (19/27) — nunca repete: o sorteio para quando o 2 sai | 19/27 | 152/729 | ||
| 3 | igual à unidade 1 | 13/27 | 182/729 | ||
| D | 1 | 0 (7/12), 1 (5/12) | 5/12 | 35/144 | , , |
| 2 | 0 (3/20), 1 (17/20) | 17/20 | 51/400 | ||
| 3 | 0 (4/15), 1 (11/15) | 11/15 | 44/225 | ||
| E | 1 | 0 (1/2), 1 (1/2) | 1/2 | 1/4 | , |
| 2 | 1 (1) — degenerada | 1 | 0 | ||
| 3 | 0 (1/2), 1 (1/2) | 1/2 | 1/4 |
Como se chega a cada linha — dois exemplos. C, unidade 1: só em (111), 1/27; em (112), (113), (131), (311), 4/27; em (12), 1/9, e (132), (312), (133), (313), (331), 5/27 — total 8/27; o resto, 14/27. . D, unidade 3: amostras com 3: (13) 1/15, (31) 1/12, (23) 1/3, (32) 1/4 — em sessenta avos, 4 + 5 + 20 + 15 = 44, logo . Duas verificações que valem para qualquer plano de tamanho fixo : (em D: ) e (em D, : ). Em C, de tamanho variável, , o tamanho efetivo esperado — não o tamanho esperado do Exercício 2.7.
Em D, o plano PPT faz o que promete: a unidade 2, com 3 dos 6 trabalhadores, tem ; a unidade 1, com 1 trabalhador, . E o plano E tem : as unidades 1 e 3 nunca aparecem juntas — no capítulo 9 isso torna a variância de Horvitz–Thompson inestimável.
Para os planos B, C, D e E, calcule , e , com os dados do Exemplo 2.10 ().
Mesma receita do Exemplo 2.11, plano a plano. Para C, a distribuição de tem sete valores: 9 (1/27, de 333), 66/7 ≈ 9,43 (1/27, de 332), 9,6 (2/9), 10 (11/27), 10,5 (2/9), 10,8 (1/27, de 112) e 12 (1/27, de 111). A tabela resume; abaixo, o código que a produz.
| Plano | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| A (Ex. 2.14) | 10,1333 | 0,6289 | 0,1333 | 0,6467 | 20 | 28 | −1,8000 | −0,4289 |
| B | 10,0333 | 0,1356 | 0,0333 | 0,1367 | 20 | 14 | −0,3667 | −0,2662 |
| C | 10,0677 | 0,3075 | 0,0677 | 0,3121 | 22,41 | 38,02 | −1,0609 | −0,3103 |
| D | 9,9000 | 0,1500 | −0,1000 | 0,1600 | 21,85 | 9,9275 | −0,6150 | −0,5040 |
| E | 10,0500 | 0,2025 | 0,0500 | 0,2050 | 22,5 | 2,25 | −0,6750 | −1 |
F <- c(12, 30, 18); T <- c(1, 3, 2); R <- sum(F) / sum(T)
momentos <- function(S, p) { # S: lista de amostras; p: suas probabilidades
r <- sapply(S, function(s) sum(F[s]) / sum(T[s]))
fb <- sapply(S, function(s) mean(F[s]))
Er <- sum(r * p); Vr <- sum((r - Er)^2 * p)
Ef <- sum(fb * p); Vf <- sum((fb - Ef)^2 * p)
Cv <- sum((r - Er) * (fb - Ef) * p)
round(c(EQM = Vr + (Er - R)^2, Cov = Cv, Corr = Cv / sqrt(Vr * Vf)), 4)
}
momentos(list(c(1,2), c(1,3), c(2,1), c(2,3), c(3,1), c(3,2)), rep(1/6, 6)) # B
## EQM Cov Corr
## 0.1367 -0.3667 -0.2662
momentos(list(2, c(1,2), c(3,2), c(1,1,2), c(1,3,2), c(3,3,2), c(3,1,2), c(1,1,1),
c(1,1,3), c(1,3,1), c(3,1,1), c(1,3,3), c(3,1,3), c(3,3,1), c(3,3,3)),
c(1/3, 1/9, 1/9, rep(1/27, 12))) # C
## EQM Cov Corr
## 0.3121 -1.0609 -0.3103
momentos(list(c(1,2), c(2,1), c(1,3), c(3,1), c(2,3), c(3,2)),
c(1/10, 1/6, 1/15, 1/12, 1/3, 1/4)) # D
## EQM Cov Corr
## 0.160 -0.615 -0.504
momentos(list(c(1,2), c(3,2)), c(1/2, 1/2)) # E
## EQM Cov Corr
## 0.205 -0.675 -1.000
Leitura. Todos os planos dão viesado — é a regra para razões —, mas o viés é pequeno perto da variância. Em EQM, B (AASs) bate A (AASc) por um fator de quase 5: sem reposição não existem as amostras (11) e (33), que dão os valores extremos 12 e 9. D (PPT) é o segundo melhor e o único com viés negativo: ele privilegia o domicílio 2, cuja renda por trabalhador (10) é exatamente , e aparece muito (23) e (32), que dão 9,6. E tem só duas amostras, logo e são funções lineares uma da outra e a correlação é −1. E repare em : só em A e B a média amostral é não viciada para ; em C, D e E, que não são simétricos, ela superestima — o domicílio rico entra demais.
Seja a média de fumantes na amostra (Exemplo 2.1: ). Encontre e sob os planos A e B.
Direto pela enumeração: em A, vale 0 em (11), 1/2 em (12), (13), (21), (31), e 1 em (22), (23), (32), (33) — probabilidades 1/9, 4/9, 4/9. Em B, vale 1/2 em (12), (13), (21), (31) e 1 em (23), (32) — 2/3 e 1/3.
Pela seção 6.3, sem enumerar: a proporção populacional é , , . Ambos os planos são simétricos de tamanho fixo, então nos dois; e : em A, dá ; em B, dá . Confere — e mostra o fator de correção entre AASs e AASc.
Uma amostra de é selecionada sem reposição, cada amostra de com a mesma probabilidade. (a) Calcule e ; o plano é simétrico? (b) Encontre a distribuição de , e . (c) Verifique se é não viciado para e calcule .
A população. , , desvios , soma de quadrados 64, logo e .
(a) Sem reposição, . Tomando as 15 amostras não ordenadas com 1/15 cada, a unidade está em 5 delas: e . O par é uma única amostra: , e
Os valores não dependem de quais , se escolhem — o plano é simétrico, porque a regra trata todas as unidades do mesmo modo (qualquer permutação dos rótulos deixa igual). E é de tamanho fixo: (2.9) prevê . ✓
(b) As 15 somas de pares: 8 (uma vez: {2, 6}), 10 (1), 12 (2), 14 (2), 16 (2), 18 (3: {6,12}, {10,8}, {8,10}), 20 (2), 22 (2).
| 8 | 10 | 12 | 14 | 16 | 18 | 20 | 22 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1/15 | 1/15 | 2/15 | 2/15 | 2/15 | 3/15 | 2/15 | 2/15 |
Pelas fórmulas: e . ✓ (E (2.16): . ✓)
(c) , logo — não viciado — e . Na forma que o capítulo 3 vai consagrar: .
D <- c(2, 6, 10, 8, 10, 12); N <- 6
S <- combn(N, 2) # as 15 amostras não ordenadas, 1/15 cada
t <- colSums(matrix(D[S], nrow = 2))
table(t)
## t
## 8 10 12 14 16 18 20 22
## 1 1 2 2 2 3 2 2
c(mean(t), mean(t^2) - mean(t)^2, var(D) * N * (1/3) * (2/3))
## [1] 16.00000 17.06667 17.06667
Para o plano C: (a) e ; (b) o plano é simétrico? (c) a distribuição de : (i) é não viciado para ? (ii) .
(a) vale 1 com probabilidade 1/3 (a amostra (2)), 2 com 2/9 ((12) e (32)) e 3 com 12/27 = 4/9. Então , e . Pela via de (2.6): . ✓
(b) Não. Curiosamente as esperanças coincidem — — mas as variâncias não: (a unidade 1 pode aparecer até 3 vezes) e (a unidade 2 aparece no máximo uma vez, porque encerra o sorteio). As covariâncias também diferem: , mas — positiva, porque 1 e 3 só aparecem muito quando o 2 demora a sair. Sem simetria, (2.14) e (2.15) não valem: de fato ainda é porque as esperanças por acaso coincidem, mas a variância precisa de (2.13) inteira.
(c) A distribuição de está no Exercício 2.4: sete valores, de 9 a 12, com . (i) ; , logo viciado, com . (ii) — pior que B e D (tamanho fixo 2), melhor que A, com um tamanho médio de 2,11 unidades.
Para o plano A, calcule e verifique (2.9).
Da Tabela 2.5, o produto é 1 nas amostras (12) e (21) e 0 nas outras sete: . Com ,
( da Tabela 2.6: , menos .) O vetor na AASc é Multinomial(2; 1/3, 1/3, 1/3), cuja covariância é — o mesmo número por outro caminho.
Para a AASs de uma população com elementos, encontre a distribuição de dadas em (2.1) e verifique que , e .
A marginal. Na AASs ordenada, o elemento que cai na posição é qualquer um dos com igual probabilidade — na posição 1 por construção, e nas seguintes por simetria: cada uma das sequências tem a mesma probabilidade, e o número de sequências com a unidade na posição não depende de nem de . Logo , : é uniforme sobre os valores da população, e
O par. Para , é um par ordenado de unidades distintas, uniforme sobre os pares. Então, usando (2.4) e depois (2.2),
Para que serve. É a versão “por posições” do que a seção 6.3 fez “por unidades”: — o mesmo do Exercício 2.6 com , , : . ✓ Com reposição as posições seriam independentes e a covariância zero — é o caminho do capítulo 3.
Sobre esta versão. Mesmo conteúdo do capítulo 2 de Bolfarine & Bussab (págs. 37–60), reorganizado em doze passos curtos, cada um com o caso numérico antes do símbolo e uma pergunta de recuperação no fim. Todos os valores foram recalculados. Divergências do impresso: no Exemplo 2.7 a fórmula de repete “se ” por erro de composição (leia “1/9 se ”); no Exemplo 2.14 o EQM impresso é 0,6458, e o exato é 97/150 = 0,6467.